Chapada dos Veadeiros – O que fazer em 04 dias de viagem

A Chapada dos Veadeiros está localizada no estado de Goiás. É região do bioma cerrado e com altitudes que podem passar dos 1600m.

Vou compartilhar com vocês o roteiro de 04 dias que fizemos pela Chapada. Ao final deste post, você irá concluir que quanto mais dias por lá, melhor.

Com a cachoeira Almécegas II

Dia 01

Saímos do aeroporto de Brasília por volta das 10h da manhã e dirigimos pouco mais de 3 horas até a pequena cidade de Alto Paraíso de Goiás, onde nos hospedamos.

São 03 os lugares que costumam receber os visitantes da Chapada dos Veadeiros. A mais popular e com melhor infraestrutura para receber os turistas, incluindo restaurantes e bancos, é Alto Paraíso de Goiás. As outras duas são São Jorge, que fica próximo à entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, e Cavalcante, próximo ao sítio histórico Kalunga.

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Como só teríamos a tarde disponível, optamos por visitar as cachoeiras Almécegas I e II e abrimos mão de conhecer a cachoeira São Bento devido a falta de tempo. A propriedade é privada e o ingresso apenas para a cachoeira São Bento custa R$ 10 por pessoa. Já para visitar as três (São Bento, Almécegas I e II), o ingresso custa R$ 30 por pessoa (este que compramos).

Almécegas II

Fizemos a primeira trilha até Almécegas II em 10 minutos. Podemos ir de carro até pouco mais de 300 metros de onde está localizada a cachoeira. A formação rochosa lembra bastante a Pedra São Thomé e ela é ótima pra banho.

Nossa primeira cachoeira na Chapada dos Veadeiros

Da Almécegas II fomos direto pra Almécegas I em uma trilha que durou aproximadamente 30 minutos. A vista é de tirar o fôlego e, como pode ver nas fotos, ela é apenas para observação. Tem até um deck que construíram pra isto.

Almécegas I
A vista do deck impressiona

À noite fomos jantar no Restaurante Jambalaya. Com ambiente charmoso, estilo cabanas, e jantar a luz de velas (muitas velas), foi onde nós fizemos a refeição mais cara da viagem e também a mais apimentada. Eu pedi o prato Arroz Jambalaya, que era arroz misturado com camarão, linguiça e outras coisas, e era tão apimentado (te juro) que eu não conseguia sentir o sabor de nada. Pra ser bem sincero, entrei em desespero na metade do prato… kkkkkk

O restaurante Jambalaya abre de quinta a domingo
Arroz Jambalaya – só para que é duro-na-queda

Dia 02

Foi dia de acordar cedo e dirigir pouco mais de 30 km pela rodovia GO-239, sentido São Jorge (estrada ótima!), até a entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. O parque é mantido pelo ICMBio  e o acesso é gratuito. Em dezembro de 2001, o parque foi incluído na lista do Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Acesso ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

Na recepção, recebemos orientações em vídeo sobre as 04 trilhas disponíveis para visitantes (são muito bem sinalizadas, by the way). Tivemos que preencher um termo de responsabilidade e contato para emergência antes de sermos liberados.

Assim são as sinalizações ao longo das trilhas

Optamos por fazer a trilha amarela que nos levaria até as cachoeiras Saltos I e II e as Corredeiras. Levamos aproximadamente 1:30h de caminhada até as cachoeiras Saltos (pouco mais de 5 km de trilha).

Tradicionais montinhos de pedras deixados pelas trilheiros

A trilha chega primeiro na Salto I do Rio Preto de onde, em um mirante, é possível ter uma vista incrível da queda de 120 metros de altura e tirar fotos lindas.

Rio Preto
Cachoeira do Salto I: 120 metros de queda
Cachoeira do Salto I

Dali, continuamos a trilha até Salto II. Esta tem aproximadamente 80 metros de queda e conta com uma área para banho, que é um pouco incômoda, pois as águas são escuras e tem muitas pedras no fundo. Dá certo medo!

Salto II

Retornamos então para a trilha amarela e continuamos por aproximadamente 40 minutos até chegarmos às Corredeiras. Em minha opinião, o melhor lugar para banho dentro do Parque Nacional. O visual é lindo, as águas são razoavelmente calmas e há muita área segura para relaxar (sem falar nas hidromassagens naturais).

As corredeiras do Rio Preto

Hidromassagens naturais 🙂

Mais pro final da tarde (e com uma chuvinha fina que só fez aumentar o calor), fomos conhecer o tão falado Vale da Lua. Paga-se R$ 20 por pessoa para visitação. É necessário fazer uma pequena trilha de 600 metros da recepção até lá.

O tão aguardado Vale da Lua
As formas são incríveis

O Rio São Miguel percorre enormes pedras de granito esculpidas pela água por mais de 600 milhões anos, desenhando algo que remete, no imaginário das pessoas, às crateras lunares. O visual é surreal!

Encerramos este dia em uma visita ao Rancho do Waldomiro para comer a tradicional Matula, comida típica da região. O prato é composto por tutu de feijão mulatinho engrossado com farinha de aipim acompanhado de pedaços de linguiça, carne de sol e carne de lata ( curada em banha de porco ), abóbora (a melhor que comi na vida), aipim frito e arroz. O banquete sertanejo pesa um pouco, mas é delicioso e uma experiência gastronômica necessária.

Matula, prato típico da região

No Rancho do Waldomiro há opções de prato-feito por R$ 25 ou comer à vontade por R$ 35 por pessoa. Se você não come como um touro, o prato feito será suficiente.

O Rancho do Waldomiro

Dia 03

Para conhecer a Cachoeira de Santa Bárbara, na opinião de muitos a mais bonita da região, é necessário seguir em direção à cidade de Cavalcante por 110 km aproximadamente em estrada asfaltada, mais 40 minutos por estrada de terra bastante acidentada (nesta hora você irá desejar ter alugado um carro 4×4).

Antes de chegar a cachoeira de Santa Bárbara, avista-se a Barbarinha 🙂

Esta região é parte do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga Cavalcante e mantido pelo Projeto Kalunga Sustentável, por isto é necessário pagar R$ 20 por pessoa, além de ser obrigatória a contratação de um guia na Associação Quilombo Kalunga (AQK) por R$ 70. Nosso guia foi o Leonardo, simpático e paciente, nos deixava o tempo que quiséssemos para curtir cada local e não era de falar muito. Recomendamos fortemente o Leonardo!

Do local de parada do carro até a cachoeira Santa Bárbara é apenas 1 km de trilha. Como estávamos em novembro (estação chuvosa) as águas não estavam cristalinas e azuis como nas famosas fotos da internet, mesmo assim, é uma linda cascata com ótimo poço para banho.

Cachoeira de Santa Bárbara
Santa Bárbara: águas esverdeadas

Voltando para o Quilombo Kalunga, fomos até a cachoeira da Capivara. São apenas 600 metros de trilha passando pela cabeceira da queda. Muito bacana!

Cachoeira da Capivara

Nosso jantar neste dia foi no novo restaurante franco-brasileiro Fruta Flor, que fica localizado na principal rua de Alto Paraíso de Goiás: a avenida Ary Valadão Filho. Diversos restaurantes estão presentes ao longo desta via, assim como bancos, padarias e mercados. O carro-chefe do restaurante é a Panelinha Goiana em diversas versões. A pegada do restaurante é slow-food então, vá tranquilo. Uma dica que acho pertinente: leve bastante dinheiro, pois os restaurantes não costumam aceitar cartões e os que aceitam, geralmente é no débito.

Panelinha Goiana do restaurante Fruta Flor

Dia 04

Em nosso último dia pela Chapada dos Veadeiros, decidimos regressar ao Parque Nacional para fazermos a trilha vermelha que tem como destinos os Cânions e a cachoeira Carioquinha. Como são necessárias, no mínimo, 5 horas disponíveis para fazer esta trilha (já considerando tempo de banho na cachoeira e parada para fotos). Acordamos cedo e chegamos ao parque pouco antes de abrir (às 8h da manhã).

Chegando ao cânion

Foi 1:30 hora de trilha até alcançarmos os Cânions (aproximadamente 5 km). Apesar de esta trilha ser mais longa do que a trilha dos Saltos, ela é mais fácil de fazer e acaba sendo um pouco mais rápida. Tem coisa que na vida, o esforço é recompensado; e este foi muito. As formações rochosas são de tirar o fôlego!

Reparem na cor da água

 

Em rumo à cachoeira Carioquinhas, caminhamos por cerca de 30 minutos. Muito próximo à cachoeira, a descida para acessá-la é feita pela encosta (calma, há uma escadaria de madeira construída) e chega-se à piscina natural.

Cachoeira Carioquinhas

Escadas que auxiliam na descida pelo desfiladeiro

Foi mais 1 hora de trilha para retornar à portaria do parque e assim, com estas paisagens incríveis, nós finalizamos nosso roteiro de 04 dias pela região da Chapada dos Veadeiros.

Caso você disponha de mais tempo de viagem, segue uma lista de outras atrações e locais para serem visitados:

  • Cachoeira dos Cristais (sentido Cavalcante)
  • Cachoeira Loquinhas (próximo à Alto Paraíso de Goiás)
  • Águas Termais (sentido São Jorge)
  • Catarata dos Couros (sentido Brasília)
  • Cachoeira do Macaquinho e Cachoeira do Macaco (sentido Brasília)
  • Cachoeira do Segredo (sentido São Jorge)
  • Vale Dourado
  • Cachoeira Poço Encantado (sentido Cavalcante)

Informação importante: a entrada no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros deve ser feita até as 12:00 horas e saída até as 18:00 horas. Fechado às segundas-feiras.

Não deixem de levar garrafa d’água, protetor solar e repelente. Sério, são três itens indispensáveis.

Mapa com as trilhas Amarela e Vermelha

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Ainda tem dúvidas sobre o que fazer na Chapada dos Veadeiros ou gostaria de compartilhar suas experiências por lá? Deixe seu comentário!

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