Mandalay: o que conhecer na segunda maior cidade de Myanmar

Mandalay é a segunda maior cidade de Myanmar (ou Birmânia) e uma das principais entradas de turistas no país. Está localizada ao norte de Myanmar e está à cerca de 200 km de distância de Bagan.  Este o principal motivo da escolha, pelos turistas, em Mandalay ser a “porta de entrada”, e também foi a minha. Mas a cidade te surpreende mostrando que pode ser muito mais do que apenas uma escala de viagem.

 

Ficamos 02 dias na cidade antes de seguirmos para Bagan (contarei mais em um próximo post). O primeiro dia foi apenas a parte da tarde, pois chegamos ao aeroporto, fizemos migração e fomos para o centro da cidade dar entrada no hotel. O aeroporto de Mandalay fica bem distante do centro, cerca de 40 km e demora aproximadamente 1 hora de carro. O taxi do aeroporto para o centro de Mandalay custou 4000 Kyats (ou USD 4). Cuidado ao aceitar que alguém leve suas bagagens até o taxi, pois vão te pedir dinheiro depois!

Troquei o dinheiro no aeroporto mesmo, cerca de USD 100/dia para duas pessoas, e não tive dificuldades. A cotação é muito diferente do que se encontra pela cidade. Se sobrar dinheiro (como foi o meu caso, sobrou uns USD 50) dá pra trocar novamente por dólar no próprio aeroporto. Se tratando de Ásia, opte sempre por levar notas grandes e novas (notas de 100 dólares têm cotação melhor). Eles costumam não aceitar notas muito surradas e velhas, então não as aceite de volta também. Este é uma dica de bronze, lembre-se dela!

U Bein Bridge – a ponte que é um dos ícones da cidade

Melhor época para conhecer Mandalay é entre os meses de novembro e abril, quando a época é de seca e a probabilidade de chuvas é menor. Para chegar a Mandalay, prefira ir de avião partindo de Bangkok. Há diversas companhias como AirAsia, Bangkok Airways e Myanmar Airlines. Estas costumam ter os preços mais baixos.

O que conhecer na cidade?

Mandalay Palace: é o último palácio real da última monarquia birmanesa. O palácio está localizado dentro de uma cidadela cercada por muro e fosso. Era inicialmente a residência da família real até ser tomado pelas tropas britânicas em 1885. Grande parte da cidadela foi destruída e queimada durante a Segunda Guerra Mundial e hoje, a sua maior parte é réplica. Ainda assim, é o principal ponto turístico da cidade. Pagam-se 10.000 Kyats por pessoa para o acesso (hoje o palácio é controlado pelo exército) e você ainda deixa o seu passaporte da entrada (esta parte vai fazer você suar frio) e o devolvem na saída.

Vista da torre de observação no Mandalay Palace
A melhor coisa de Myanmar: suas crianças!
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Sim, eles gostam de tirar fotos com a gente! Myanmar passou muitas décadas fechado ao mundo.

Swe Nan Daw Monastery: o monastério de Shwenandaw foi construído em 1880 pelo rei Thibaw Min, que desmontou e realocou o apartamento anteriormente ocupado por seu pai. O edifício era originalmente parte do palácio real em Amarapura, antes de ser movido para Mandalay. O mosteiro é conhecido por suas esculturas em madeira de figuras ligadas ao budismo, que adornam suas paredes e telhados. A entrada é gratuita.

 

Ahtumashi Monastery: este monastério (e pagoda) foi construído em 1857. Em 1890, toda a estrutura foi queimada em decorrência de um grande incêndio na cidade. Em 1996, o Departamento Arqueológico da Birmânia reconstruiu o monastério. A entrada é gratuita.

Kuthodaw Pagoda: esta pagoda possui 729 stupas (são estruturas em forma de cúpula erguida como um santuário budista) conhecidas como o maior livro do mundo. Cada stupa desta contém uma página em mármore (frente e verso) com o texto de Tripiṭaka (ou Tipitaka), o cânone páli inteiro do Budismo Theravada. A entrada é gratuita.

Sandamuni Pagoda: composta por uma stupa principal dourada. Esta pagoda contém os túmulos dos príncipes Kanaung, Sagu Mintha, Malun e Maingpyin. No interior dela tem um Buda de ferro que foi trazido de Amarapura e pesa mais de 18 toneladas. A entrada é gratuita.

A pagoda dourada de Sandamuni
O Buda de 18 toneladas

Kyauk Taw Gyi Pagoda: também conhecido como Great Marble Image por possuir uma enorme escultura de Buda em mármore verde. Há um festival que ocorre nesta pagoda todo mês de outubro. A entrada é gratuita.

Great Marble Image

Shwe In Bin Monastery: monastério todo construído em madeira e, novamente, cheio de detalhes entalhados por toda a fachada. Havia poucos turistas no local (ponto positivo!), talvez por ser um pouco mais afastado do centro. É necessário o mesmo ticket do Palácio para visitá-lo (10.000 Kyats).

Mahamuni Pagoda: esta é uma pagoda bem popular em Mandalay. Está sempre cheia de pessoas fazendo suas orações e colando folhas de ouro na enorme escultura dourada de Buda. Nesta área apenas os homens podem acessar, as mulheres ficam na área mais baixa, rezando. Paga-se 1.000 Kyats para entrar na pagoda.

Conhecer algum atelier de entalhe em madeira: são diversos pela cidade e eles geralmente ficam fora do centro de Mandalay. Lá é possível ver os artesãos fazendo manualmente esculturas de Buda, tapetes e etc. Além de poder comprar (e barganhar) algum item que te interessar.

Su Taung Pyae Pagoda: esta pagoda está localizada em cima da Mandalay Hill e é o lugar perfeito para ver o sol se pôr. Além de a própria pagoda ser linda, com paredes decoradas de dourado e fragmentos de espelhos (o que dá um visual incrível com a troca da luz do sol), tem-se uma visão 360° da cidade lá em baixo. Recomendo que chegue pelo menos 1 hora antes do sol se pôr, pois fica bem cheio. Os turistas são convidados a pagar 1.000 Kyats para acessar o local.

U Bein Bridge: é a maior e mais antiga ponte de madeira do mundo e fica localizada na cidade de Amapura, sobre o lago Taungthaman. Ela tem 1,2 Km de extensão e foi construída em torno do ano de 1850. Na época da seca, a ponte fica quase toda visível e permite fotos incríveis do local.

 

Caso tenha mais tempo de estadia em Mandalay, uma opção de visitação é o Monte Popa. É um vulcão com mais de 1,5 km de altura e tem uma pagoda no topo. Exige um pouco mais de tempo disponível, já que fica em outra região: Pegu Range.

Nós contratamos um taxista que conhecemos em Mandalay para passar o dia conosco, nos levando a todos estes pontos. Foi a melhor decisão que tomamos. O dia foi muito bem aproveitado; o cara era extremamente simpático e nos contou várias coisas de sua vida e da história do país. O nome dele é Jojo e fala super bem inglês (para os padrões de Myanmar). Fechamos um preço de 60.000 Kyats para o dia todo, mas no final paguei um pouco mais porque ele mereceu. Se for passar por Mandalay, entre em contato com Jojo pelo celular 09-259017994 ou email kyawzin.tun969zz@gmail.com .

Onde comer? Se você quer experimentar a comida típica do Myanmar, não há lugar melhor que o restaurante Mingalabar. Você recebe vários pratos à mesa, incluindo sobremesas típicas. O atendimento é excelente, os garçons te explicam cada prato e dá pra sentir o orgulho na voz deles ao falar de sua cultura.

Banquete tradicional de Myanmar
Docinhos

Era para Mandalay ter sido apenas uma cidade de passagem para nós que estávamos indo a Bagan e foi muito mais do que isto. Mandalay pode parecer uma cidade desorganizada a princípio, mas possui diversas joias arquitetônicas espalhadas e um povo muito hospitaleiro.

CONFIRA NO MAPA OS PONTOS CITADOS NESTE ROTEIRO

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Ainda tem dúvidas sobre o que fazer na cidade ou gostaria de compartilhar suas experiências por lá? Deixe seu comentário!

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